segunda-feira, 17 de abril de 2017

SÁBADO DA FAMÍLIA

O SÁBADO DA FAMÍLIA
Uma das tradições do COLUNI é o sábado da família[1] , que é um evento que ocorre anualmente e tem a intenção de unificar os laços entre os responsáveis, alunos, professores e todos os demais membros do universo escolar.
            Neste evento, alguns professores organizam oficinas com a intenção de debater, de forma didática e simples, sobre as temáticas do cotidiano. O evento é organizado pela escola, mas tem como supervisora geral a coordenadora do fundamental I, a professora Ana Lúcia. Nesta entrevista, ela nos conta alguns detalhes sobre a temática e a produção do evento deste ano.
O Colunista: Qual é a temática do evento deste ano?
Ana Lúcia: A temática do evento, este ano, é “O Cuidado.
O Col.: Qual é a importância do sábado da família?
A.L.:s compreendemos que é um momento importante para ter os alunos, suas famílias e os colaboradores da escola (funcionários, professores e orientadores) presentes para entender a importância do nosso espaço, da didática e nossas intenções em relação à formação dos alunos; a interação e o fortalecimento da relação : família-escola.”
O Col: O que são e quais são os propósitos das rodas de conversa?
A.L.: Tratar com um pouco mais de profundidade as questões e dúvidas do dia a dia, como por exemplo, preconceito, sexualidade na infância, etc.
O Col: Como ocorre a integração das famílias com o evento?
A.L.: Eles conhecem esse evento que já é uma tradição aqui na escola e está previsto no calendário anual. São feitos convites, em um primeiro momento, para lembrarmos às famílias que data está próxima e, depois, mandamos a programação.
Após compreendermos melhor a festividade, apresentamos algumas entrevistas feitas com  responsáveis e participantes de algumas das oficinas que foram realizadas no evento.
Uma das atrações do dia foi a  roda de capoeira,   realizada a partir da parceria das professoras Maria Cecília (fundamental I) e Marcela. Foi uma oficina que trouxe a música, as histórias e o jogo de capoeira, em si, para dentro da realidade escolar. Conversamos com o Mestre e o Professor , que comentaram sobre a importância dessa atividade.
O Col: Como o senhor define a capoeira na sua vida?
Mestre Dois Cruzeiros: Então, a capoeira é muito importante na minha vida. Eu tive um problema de saúde muito sério aos dezesseis (16) anos de idade, e a primeira coisa que me chamou a atenção na capoeira foi a forma de trabalhar a parte física e corporal do seu praticante. Inicialmente, achei que fosse apenas isso, não pensei que eu fosse ser capoeirista, eu só queria fazer, pois me chamava. Ou seja, ela me apareceu dessa forma. Ao longo dos anos, fui descobrindo os outros valores da capoeira: a parte musical, social e política. Mas, inicialmente, foi pelo fato de eu precisar para a minha saúde.
O Col: Foi citada a questão política e social. O Senhor já passou por algum problema político em relação a isso?
Mestre Dois Cruzeiros: A capoeira é reconhecida patrimônio imaterial do Brasil e da humanidade. Ela já é muito aceita, entretanto, politicamente ainda somos muito excluídos. Isso devido ao fato de só nos utilizarem para interesses políticos. A capoeira, como sempre, continua à margem da sociedade. No exterior, temos um valor extremamente maior do que no nosso próprio país. Não somos reconhecidos com a nossa devida importância.
O Col: E em relação às questões sociais, como funciona esse trabalho?
Mestre Dois Cruzeiros: A questão social é riquíssima. Os alunos se sentem integrados graças à capoeira. Ela hoje consegue atingir todas as classes sociais, unindo, assim, as diferenças.

O Col: Como tem sido a integração dos alunos do COLUNI com a capoeira?
Professor Paolo: Olha, a integração tem sido ótima. Eles são muito interessados, têm muita energia e  vontade de aprender. Conseguem distinguir o que é passado e têm uma reciprocidade muito grande. Eu gostei muito da turma e acho que o projeto só vai se fortalecer.
O Col: Existe intenção de ampliar o projeto na escola?
Professor Paolo: Sim.
O Col: Você participa de algum outro projeto social além as aulas dadas aqui no COLUNI?
Professor Paolo: Atualmente não. Mas eu já dei aulas em um CIEP em que os alunos também tinham muita energia e que se dedicaram bastante ao projeto. Entretanto, diferentemente do COLUNI, a turma era muito dispersa.




Outra roda de conversa foi a da professora Tatiana e do ex-aluno Arthur Gouvêa. Eles trataram das mudanças nas relações familiares na sociedade atual.
O Col: O que foi tratado na roda de conversa?
Arthur: Tratamos da família contemporânea brasileira, os novos arranjos familiares, os direitos e deveres e a evolução que ocorreu nas últimas décadas em relação a estes temas.
O Col: Como ocorreu a integração dos pais em relação a este tema?
Tatianna: Acho que foi interessante. Muitos pais participaram e tinham opiniões bem divergentes. Encontramos pessoas desde as bem conservadoras até as mais progressistas. Foi um diálogo bastante rico, pois essas visões muitas vezes parecem antagônicas, mas na verdade não são. Fato esse que faz com que as pessoas se abram para um diálogo bastante interessante.
O Col: A maior participação ocorreu por parte de responsáveis do fundamental I, do II ou do Ensino médio?
Arthur: Fundamental I, tenho certeza.
O Col: Então, com esse tipo de conversa, a educação desses alunos pode ser diferente da que as pessoas do ensino médio e fundamental II tiveram?
Arthur: Acredito que sim, porque a sociedade evolui e isso acaba sendo consequência disso.
Por último, apresentaremos a entrevista sobre a oficina de compostagem, realizada pela professora Ana Carolina e suas bolsistas do Pibiquinho.


O Col: O que acontece em uma oficina de compostagem?”
Ana Carolina: Em uma oficina de compostagem, é ensinada a importância da compostagem. No COLUNI, já existe uma composteira no projeto Pibiquinho de sustentabilidade no cotidiano escolar. Esse projeto envolve toda a escola, ou seja, dependemos que todos os alunos, funcionários e professores tenham compromisso de descartar as cascas das frutas na lixeira específica (de lixo orgânico) para que as bolsistas possam recolhê-las para serem usadas na nossa compostagem. O lixo passa pelo processo de decomposição e o mesmo volta para a terra e aduba a horta do COLUNI. Dessa forma, ajudamos a horta e diminuímos o lixo que é destinado aos lixões. Nossa oficina tem a intenção de conscientizar os responsáveis e reforçar essa ideia nos alunos, para que possam realizar essa atividade corretamente na escola e também em casa.”


A seguir, mostraremos imagens de outras atividades que não foram, necessariamente, oficinas entretanto, foram disponibilizadas no evento.
Salas de cinema:




Cartaz de memes:

Orquestra:


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