GRAMAS
DO MEU QUINTAL
Um
certo dia, havia um pai que teve um linda filha. Ahhh!! mas que linda filha! O
amor entre os dois era extremamente
lindo. Sua filha a chamava de meu herói, pois tudo que ela pedia seu pai
realizava. Onde viviam era cercado de matos e seu pai prevenia-se em mantê-los
grandes, para que os vizinhos próximos
de sua casa não olhassem sua bela filha.
Seu pai costumava
trabalhar de noite e voltar só no dia seguinte para brincar com sua
filha. Então ficava ela naquela casa imensa desprotegida sem nenhum apego ou
distração, porém
sua imaginação era muito fértil, tornando o ambiente muito mas agradável.
Com o tempo, a garota foi
crescendo e completou seus exatos 13 anos. Com a idade começou a se descobrir e
a emetir curiosidades sobre seu corpo, obtendo desejos e prazeres. Até que, um dia, a garota disse ao seu pai: "Corte os
matos do meu quintal! Já não aguento mais ficar com eles! Me empregnam e fazem
com que eu fique me coçando. Respondeu o
pai: "Os matos são para sua proteção. Você não
sabe o que passa na cabeça de um homem! Vá para seu quarto agora..."
Depois daquela dia, a menina
não era mais a mesma. Tinha mudado completamente seu jeito, ficou maliciosa,
ousada, mas ainda não tinha perdido o afeto que tinha pelo pai. E desobedeceu a
suas ordens, cortando todos os matos do seu quintal. Até que, um dia, seu pai a
viu conversando com um vizinho que beirava no seu muro. Revoltado, ele gritou:
"Filha, entre agora!!!". A menina não deu ouvidos e continuou
conversando com o vizinho. Ele a pegou pelos cabelos e a trouxe para casa. Chorando,
a garota disse: "Você não
pode me prender por toda vida." O pai retrucou: "Você é minha menininha e faço
o que quiser com você..."
A
menina subiu decepcionada. Não sabia o que fazer,
então usou sua criatividade para confortá-la como costumara fazer. Seu pai,
aflito, ao mesmo tempo amedrotado por perceber que estava perdendo sua
menininha, chegou a surtar pela noite. Ele pensava seriamente em pôr sua filha
em um colégio interno de freiras ou coisa do tipo, mas não queria perdâ-la. De
tantos pensamentos, deu a hora do seu trabalho.
A menina permaneceu em casa,
trancou-se no escuro e ficou ali pensando, usando de sua criatividade para
entretê-láa quando alguém entrou no seu quintal. Ela chegou a ouvir passos
entre cheiros até mesmo sensações, mas
sentia dor e desgosto, por ter brigado com seu pai. Gritou ao vento: "Sinto saudades dos
matos do meu quintal."
Na manhã seguinte, pai e
filha não tinham mais tais brincadeiras,
o laço que tinha entre eles não havia mais... pareciam dos mudos em um velório.
A filha tentava brincar com seu pai, mas
já nao era mais a mesma coisa. Seu pai
não mais a proibira de nada nem dava
qualquer palpite sobre sua vida...
Após três meses, a filha começou a sentir
enjoos constantes. Vomitava e tinha desejos. Só podia ser sinal de gravidez. Deseperada,
a menina vairava em seu quarto tentando achar jeito ou maneira de contar para
seu pai o que estava sentindo. Não teve coragem. Sabia ela que ganharia um
esporro imenso e provavelmente seu pai nunca mais iria olhar na sua cara.
Chegou a pensar: "Tantas vezes que me avisou para não cortar o bendito
mato..." Segurou e escondeu a barriga
das melhores formas possíveis, para que seu pai não reparasse tal tragédia. Pensou
em tirar, mas seria muito doloroso e
muito perigoso. Chorava ela em voz baixa no seu quarto.
Até que um dia não teria mais
como esconder. Chamou seu pai até a
sala
e peguntou: "Pai, você me
ama?" Respondeu o pai: "Claro, minha filha! Não há coisa mais valiosa
do que você para
mim...". Disse a menina chorando: "Tenho que te contar uma coisa....". Respondeu: "Diga, minha filha, o que
houve?" Respondeu tristemente: "Estou grávida, pai...".
O pai a levou até o sofá e disse: "Acalme-se,
filha, não é o fim do mundo." Após o término do choro, ele colocou a mão
em sua barriga e disse: "Estou em dúvidas, filha." Respondeu ela: "Do
quê, pai?" "Só
queria
saber do que ele vai me chamar...de avô ou
de pai...".
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